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Momento de Oração com Relíquia da Beata Elisabetta Sanna
Acontecerá um Momento de Oração nesta quarta-frira, 19/09, às 11h15 na Capela da FAPAS, com Relíquia da Beata Elisabetta Sanna.

Peregrinação da Relíquia da Beata Elisabetta Sanna 

        Este ano de 2018 é dedicado à promoção e conscientização laical, segundo diretrizes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Cremos que a visita deste Relicário, com uma prévia preparação, será uma oportunidade para trabalhar o tema, já que a própria Beata era leiga e, como conhecemos de nosso fundador, em seu estado e condição, trabalhou no Apostolado de Jesus Cristo. De fato, não é o realizar de muitas coisas que torna um discípulo de Cristo um seu apóstolo, mas a sua configuração a Ele e a realização bem feita e dedicada daquilo que lhe é exigido por sua vocação e responsabilidade específica.

        Para ajudar na organização da visita da Relíquia da Beata Elisabetta Sanna em sua comunidade, aqui existem algumas informações e sugestões, além do texto litúrgico para a Missa e textos devocionais para a realização de um Tríduo ou Novena preparatórias. Enquanto o Relicário estiver convosco, sua visita pode ser motivo de palestras sobre o carisma palotino ou ainda sobre o Laicato na Igreja; ele pode visitar os diversos grupos da UAC, e a partir da biografia da Beata, iluminar as reflexões. É possível, assim, aproveitar para momentos de oração e de ação de graças, mas também para a formação: fica, portanto, livre para o que a tua criatividade suscitar.

        Renovando nossa confiança na intercessão da Beata Elisabetta Sanna e de nosso fundador São Vicente Pallotti, pedimos as bênçãos abundantes de Deus sobre a nossa comunidade, sempre desejosa do Amor e da Misericórdia de Deus.

 

        Observação:

        1. O Relicário onde está a Relíquia da Beata não é de ouro, apesar de dourado, mas exige-se cuidado e segurança. Pede-se que se limpe apenas com uma flanela, sem precisar passar algum outro produto, correndo o risco de danificá-lo.

        2. Se alguém leva consigo em mala de mão o Relicário e for questionado, sugere-se que seja apresentado como um crucifixo ou objeto sacro, evitando assim problemas burocráticos.

        3. Se o Relicário for enviado como encomenda de um lugar a outro, pede-se para que se dê preferência a um serviço de transportadora civil.

  

Biografia da Beata Elisabetta Sanna

         Ela nasceu em 1788 na Sardenha, morreu com fama de santidade em Roma no dia 17/02/1857 e foi enterrada na Igreja do ?SS. Salvatore in Onda?. Logo após a sua morte, sua fama de santidade se manifestou assim grandemente que, somente quatro meses mais tarde, dia 15 de Junho de 1857, iniciou a Causa de Beatificação. Foi proclamada beata no dia 17 de setembro de 2016. São Vicente Pallotti foi por 18 anos o seu orientador espiritual e a estimou muito.

        Elisabetta, sofreu a varíola três meses após o seu nascimento e não pode mais levantar os braços. Movia os dedos e os pulsos, mas não podia levar com as mãos a comida à boca; não podia fazer o sinal da cruz e nem passar o pente nos cabelos, nem lavar o rosto, nem trocar a roupa, mas podia fazer o pão e criou e educou cinco filhos.

        Não obstante o seu problema físico, foi pedida em casamento. O matrimônio foi muito feliz. O casal teve sete filhos dos quais dois morreram muito cedo. Junto aos próprios filhos Elizabetta educou crianças do seu município ensinando a elas o catecismo e preparando-as aos sacramentos. A sua casa era aberta a todas as mulheres desejosas de aprender os cantos e as orações. No início de 1825, isto é, depois de 17 anos de matrimônio, morreu o marido. Ela assumiu toda a responsabilidade da família e da administração da casa.

        Crescendo na vida espiritual, Elisabetta, sob o impulso das homilias quaresmais, decidiu-se partir, como peregrina, junto ao seu confessor Pe. Giuseppe Valle para a terra Santa. Prevendo uma breve ausência, deixou os filhos com sua mãe e o irmão sacerdote. Pediu também ajuda a um sobrinho e à algumas vizinhas. Mas, por motivo das dificuldades de receber o visto para o Oriente, em Genova, os dois peregrinos foram obrigados a interromper a viagem programada e depois ir para Roma, como peregrinos.

        Sobrevindo graves dificuldades físicas, Elisabetta não pode voltar para Sardenha. Ela confiou a Vicente Pallotti a sua direção espiritual, o qual se colocou em contato com o irmão Pe. Antônio Luigi para informá-lo que a irmã, no momento, não poderia retornar para casa via mar, mas o faria apenas que se sentisse melhor.

        Ela, não podendo retornar à própria família, sofria e chorava muito, mas não desanimou; soube confiar-se a Deus, aceitar a nova situação e servir os outros, permanecendo sempre fiel às indicações do Evangelho e da Igreja. Estava muitas vezes no Hospital dos que não tinham cura e nas casas privadas para dar assistência aos doentes e confortá-los. Fazia malhas (blusas) e o dinheiro ou os diversos presentes que recebia doava aos pobres ou ajudava as órfãs da Pia Casa de Caridade fundada por Pallotti; procurava levar a paz às famílias, a converter os pecadores, preparava os doentes aos sacramentos e provia os paramentos para a Igreja do ?SS. Salvatore in Onda?. Ao mesmo tempo, cada dia participava de algumas Santas Missas, fazia adoração ao Santíssimo e rezava com os hospedes na própria habitação, onde numerosas pessoas buscavam os seus conselhos. Também Pe. Vicente e os primeiros palotinos se aconselhavam com ela.

Pallotti sublinhava muitas vezes os méritos de Elisabetta no que dizia respeito a UAC. Pe. Vaccari assim se refere: ?Dois são aqueles que mandaram para frente o nosso Instituto; uma pobre que é Elisabetta Sanna, como muitas vezes entendemos através de Pe. Vicente Pallotti, o outro é o Cardeal Lambruschini? (Summarium, Roma 1910, p. 145, par. 33). Ela foi testemunha da fundação da UAC e acompanhou o seu desenvolvimento por 22 anos, até a morte.

        Quando morreu, a sua fama de santidade era tão grande que, apenas quatro meses depois de sua morte, foi nomeado o postulador da sua causa de beatificação, com duração de mais de um século e meio. Realmente, ela foi declarada Venerável no dia 27 de janeiro de 2014. O milagre que a levou, finalmente sobre os altares, aprovado pelo Papa Francisco no dia 22 de janeiro de 2016 foi a cura que ocorreu no dia 18 de maio de 2008 - domingo da Santíssima Trindade - de uma jovem brasileira, Suzana Correia da Conceição, de uma atrofia muscular do braço e da mão direita com comprometimento funcional grave.

 

        O milagre que levou Elisabetta Sanna à honra de Beata

 

        Assim nos conta acerca do milagre para a Beatificação de Elisabetta Sanna, o Pe. Jan Korycki SAC, que ficou, por muito tempo, responsável pelo processo de reconhecimento da santidade da Beata:

        ?A reputação sobre a santidade de Elisabetta Sanna foi feita graças ao empenho dos nossos coirmãos palotinos em diferentes países, inclusive no Brasil. Neste país Elisabetta Sanna ficou muito conhecida entre os enfermos.

        Uma jovem, Suzana, aos 25 anos adoeceu: era um câncer no ante-braço e no pulso. Apesar da cirurgia e do tratamento, teve uma mão paralisada. Não podia mover o braço, o antebraço e o punho. Certo dia ela recebeu um santinho com uma oração de Elisabetta Sanna de um padre palotino, Pe. Daniel Rocchetti; mais tarde, ouviu uma conferência de Pe. João Pedro Stawicki SAC sobre a União do Apostolado Católico e sobre Elisabetta. Nela, o conferencista explicava sobre a paralisia que impedia a Beata de mover seus dois braços. Ouvindo-o com atenção, Suzanna refletiu: ?se Elisabetta, embora tendo as duas mãos paralisadas fez tanta coisa boa e eu, que  tenho apenas uma mão doente, também devo fazer algo de bom!? E começou a rezar. Felizmente, um pequeno livro biográfico de Elisabetta Sanna foi traduzido para o português. Suzana começou a lê-lo e junto com várias pessoas, começou a rezar pedindo a intercessão de Elisabetta Sanna. Em maio de 2008, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Niterói, na capela do Santíssimo Sacramento, antes de uma reunião do grupo de jovens, Suzana estava com uma amiga: juntas, elas rezavam. Em determinado momento, de um só ímpeto, Suzana se aproximou ao Sacrário e colocou a mão paralisada sobre ele e... deu gritos de alegria! Sim, ela sentiu que sua mão se endireitara e gritou ainda mais forte: ?a minha mão está curada!? Ela levantou a sua mão... mexeu com a sua mão... balançou a sua mão... A mão que era paralisada há anos!

        Vêm os jovens, vem o sacerdote, e todos veem que, de fato, aquela que durante cinco anos, apesar de diferentes tratamentos, fora considerada completamente incapaz para o trabalho, ao ponto de receber uma pensão de invalidez... ela, Suzana, começou a mover completamente a mão paralisada!

        Os médicos reconheceram que esta súbita e sustentável cura, com total mobilidade da mão, foi clinicamente inexplicável!

        Isso tudo aconteceu em 2008 e depois de várias etapas de investigações, inclusive uma comissão de médicos de Roma e outra de teólogos e de cardeais afirmaram de que este foi um milagre realizado por Deus, por intercessão da Beata Elisabetta Sanna!?

 


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